Como Tirar a Chupeta

Dizer adeus para a “bendita” chupeta não é uma tarefa nada fácil.

Nesse post não vou discutir o uso da chupeta, mas apenas como abandoná-la.

A Manu começou a chupar chupeta com mais ou menos 1 ano, por insistência da avó materna. Tive vontade de assassiná-la (a avó, nesse caso minha mãe), mas enfim, como Inês já era morta, o jeito foi limitar o uso.

A Manu só chupava para se acalmar e dormir, e assim que dormia tirávamos a de sua boca.

E quando ela completou 3 anos começou a minha saga para retirar a chupeta definitivamente.

Tentei negociar com o coelho da páscoa, Papai Noel, disse que ela era moça, que ia ficar com os dentes tortos, banguela, fiz tabelinha da Super Nanny e nada dava certo. Ela não cedia e nem caia em nenhuma história.

Foi quando tive a ideia da fadinha da chupeta.

Primeiro inventei a fada da chupeta. Criei uma história e valorizei a fadinha, disse que ela vinha pegar as chupetas das meninas que estavam deixando de ser bebê, que ela era linda, boazinha, legal, etc. Ou seja, deixei a Manu com muita vontade de receber a visita da Fadinha da Chupeta.

Após mais ou menos umas duas semanas com essa história de fadinha, escrevi uma cartinha e deixei no chão perto da porta de entrada do nosso apartamento e fingi que não sabia de nada.

A Manu viu o papel e foi correndo pegá-lo. Me trouxe e disse: “Mãe acho que o porteiro deixou esse papel aqui para você”.

Eu disse para ela que tinha um desenho de uma fada e que estava escrito “Para Manuela”, ela ficou animadíssima e empolgada, e pediu que eu lesse a carta naquele momento. Após eu ler a carta, ela quis pintar o desenho da fadinha e pediu para eu escrever um bilhetinho para a fada.

“Fadinha, estou deixando todas as minhas chupetas numa sacola, agora sou uma mocinha e não preciso mais de chupeta, pode levar elas embora, e me trás um presente bem bonito. Chupetas obrigada por ficar comigo todo esse tempo, não preciso mais de você, pode ir ficar com outro bebê.- Fadinha, te amo, beijos Manu”!

Colocamos tudo em uma sacola, as chupetas, porta chupetas, a carta e deixamos na maçaneta da porta, do lado de fora do apartamento, e fomos dormir.

Pela manhã a Manu foi correndo até a porta, eu tinha jogado as chupetas fora, no lixo do prédio, para não ter risco de ficar com dó e devolvê-las e deixei um joguinho de trocar roupa de boneca no lugar.

Não sei se vocês se lembram daqueles joguinhos de papel que a gente trocava a roupinha da boneca?!? Então foi um desse que coloquei no lugar das chupetas, custou R$24,00. E hoje em dia eles estão mais modernos, são de madeira e imã.

Disse para a Manu que a fadinha tinha deixado aquele joguinho porque agora ela era mocinha e mocinhas não usa chupeta, usam outros acessórios como tiara, sandália, relógio, ou seja, os acessórios que vieram no jogo.

Conclusão: No meu caso o que ajudou foi brincar com o lúdico e ter um processo concreto; a carta, colocar as chupetas em uma sacola, acordar e não vê-las mais. Todo esse ritual fez a Manu entender que a chupeta ia embora para sempre.

E é claro que ela chegou a reclamar e perguntar pelas chupetas, em um dia de raiva ela chegou a dizer que a fadinha era uma chata, que não deveria ter levado as chupetas embora.

Não me deixei levar pelas reclamações, falava que ela tinha feito um acordo com a fada e não tinha mais como mudarmos isso.

E essa foi a nossa história com a chupeta, ou seja, com o adeus da chupeta, e acabou sendo uma experiência tranquila e divertida, o que tenho percebido com a Manu é que sempre que tento resolver alguma questão ou passar por uma fase de alguma forma mais lúdica sempre é mais tranquilo para nós duas.

Se você também tiver uma sugestão legal de como tirar a chupeta escreva nos comentários.

 

Segue a cartinha que escrevi para a Manu.

Carta Fadinha da Chupeta - by Cia Materna

Carta Fadinha da Chupeta – by Cia Materna

 

 

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