Como lidar com a sogra

A interferência da sogra na família é um fator apontado como de risco para a violência, pois as famílias alegam que algumas discussões iniciam justamente pela atitude opinante da sogra sobre as relações e problemas familiares. Fonte: Organização Mundial de Saúde (OMS).

mother-in-lawNo livro Como lidar com a sogra – editora Mundo Cristão, o autor e antropólogo Gary Chapman compartilha com o leitor suas experiências em consultório, atendendo vários pacientes que apresentavam problemas de relacionamento com a sogra e demais familiares do cônjuge. Geralmente, os problemas com os parentes do cônjuge costumam se concentrar em questões relacionadas ao controle, à interferência, à inconveniência e ao conflito de valores e tradições.

Quando as pessoas se casam, elas não se unem apenas uma à outra; também se casam com uma família mais ampla, que consiste no sogro, na sogra e até mesmo nos cunhados. Esses parentes por extensão podem ser encontrados em todos os tipos, tamanhos e personalidades. Eles carregam uma história de tradições familiares e maneiras de se relacionar. Não importa o que precisamos dizer a respeito de famílias, em uma coisa temos de concordar: cada uma é diferente da outra. Essas diferenças costumam gerar dificuldades de ajuste. Se formos capazes de promover esses ajustes, podemos desenvolver relações saudáveis com os parentes do cônjuge.

Caso contrário, essas pessoas se transformam em um grande problema. O relacionamento com os pais (sejam os dele ou os dela) é a área em que os conflitos são mais comuns.

Nenhum casal alcançará seu potencial máximo no casamento sem essa ruptura psicológica em relação aos pais, sejam os dele ou os dela. Cada sugestão deve ser levada em consideração. Contudo, em última análise, quem deve tomar a decisão final é o casal, não se deixando manipular pelos pais de modo a tomar  decisões com as quais não concordam.

A 1ª regrinha básica da boa convivência com todos os parentes é saber ouvir o outro antes de falar e, a partir daí, procurar estabelecer uma amizade saudável. A dignidade e o respeito com os quais gostamos de ser tratados também são válidos para nosso modo de tratar as pessoas em geral, principalmente os de nossa família. O respeito deve ser concedido ao outro mesmo que eu não goste ou não concorde com o comportamento da outra pessoa e este respeito pode ser pelas idéias (muitas vezes contrárias as suas); pelas tradições e datas especiais; diferenças religiosas; privacidade e peculiaridades de cada família.

 Falar frases na 1ª pessoa também colabora para um bom diálogo. Exemplo: “eu” estou magoada (o), em vez de “você me magoou”. O “eu” significa que está revelando ou registrando os seus sentimentos, usando o pronome “você”, trata-se de um ataque. A negociação e o fazer propostas também abrem oportunidades para o diálogo. “As pessoas que aprendem a negociar bem são aquelas que aprendem a respeitar as idéias dos outros, mesmo quando isso lhes desagrada” – Chapman.

Oferecer a liberdade é o melhor “presente” que os pais podem conferir a um casal, para que eles se tornem aptos a viver suas vidas e tomar decisões, pois quando precisarem, naturalmente irão recorrer aos pais. Finalmente o amor, que normalmente é acompanhado pela bondade e gentileza é o ingrediente básico para se viver em harmonia, encorajando e apoiando uns aos outros.
Ao final de cada capítulo, há uma seção intitulada “Colocando os princípios em prática”, que estimula o leitor a uma reflexão sobre estes princípios antes de torná-los uma prática.