Crianças e a utilização das novas tecnologicas

KIDS TABLETAs crianças da nova geração possuem muito mais facilidade em usar aparelhos eletrônicos do que se compararmos às gerações anteriores. Isso acontece não só pelos avanços tecnológicos ao redor do mundo, mas também pelo estímulo e acesso ser muito maior. Para que os recursos possam ser aliados na educação, os pais devem saber lidar e dosar o uso de tecnologias. O dr. Marcelo Reibscheid, pediatra do Hospital São Luiz e criador do portal Pediatria em Foco (www.pediatriaemfoco.com.br), dá dicas sobre o assunto:

“É importante destacar que as regras devem ser impostas pelos pais. Não é saudável que a criança deixe de brincar ou praticar atividades físicas para fazer uso desses aparelhos. O ideal é que existam horários determinados e nunca se abram exceções, porque brechas nas regras viram novas regras para as crianças”.

O pediatra destaca ainda que um dos principais erros dos pais é entregar o vídeo game, tablet ou celular, por exemplo, para fazer as crianças ficarem calmas ou dormirem. A curto prazo isso pode prejudicar em muito o convívio com as crianças e isso é muito comum principalmente em famílias onde os adultos trabalham muito e tem pouco tempo para falar com os filhos. Da mesma forma que deve existir horário para o uso de tecnologia, também deve ser reservado um tempo para contar histórias e brincar com as crianças.

“No máximo, somando televisão e informática, o entretenimento nesses aparelhos não podem ultrapassar uma hora por dia, dividindo entre os períodos do dia. E nunca deixar o filho em frente as telas antes de dormir, porque as mesmas possuem muito brilho e isso pode prejudicar a qualidade do sono e ser causador de pesadelos”, destaca o especialista.

As crianças estão cada vez mais aptas a ter na vida os recursos tecnológicos. A dica é que todas as crianças tem que ter acesso a todo esse mundo tecnológico, mas sempre em segundo plano. Hoje existem muitos aplicativos que podem sim estimular o desenvolvimento das crianças, se usados corretamente.

Texto de dr. Marcelo Reibscheid, pediatra do Hospital São Luiz e criador do portal Pediatria em Foco (www.pediatriaemfoco.com.br)