O seu filho é ‘arteiro’? Aprenda a lidar com isso

Texto Escrito por Daiana Barasa

Quem não se lembra de ter feito alguma traquinagem quando era criança? Pois é, mas há algumas crianças que realmente são mais ‘arteiras’ que o comum, se os pais se descuidam um pouco, lá está a criança fazendo a sua bagunça de praxe e se os amiguinhos estão por perto, parece que a criança consegue a proeza de ser mais traquina ainda (risos).

Reprodução - Imagem Google

Reprodução – Imagem Google

Mas algo precisa ser revisto, geralmente os pais não poupam em críticas na presença da criança com frases como: É uma criança difícil; Esse(a) não tem jeito; Esse (a) é encapetado mesmo… Enfim, geralmente os pais se referem à criança com esses adjetivos pejorativos e não pensam que esses adjetivos refletem sobre o comportamento da criança.

Eu por exemplo, me lembro que quando minha mãe falava que eu não tinha jeito dizia: Se eu não tenho jeito vou continuar fazendo então. (risos)

E é bem isso, a criança sente que já que só críticas lhe são dirigidas não tem por que fazer algo positivo para mudar. E muitos pais costumam se esquecer das boas ações dos filhos e exaltam apenas as traquinagens, as más qualidades. A criança fica impregnada com a certeza de que ela é aquele ser ‘mau’, difícil, impossível e muitas vezes faz bagunça com o intuito de chamar à atenção dos pais até mesmo para direcioná-la. Isso mesmo, a criança quer e precisa se sentir norteada, não basta dizer que algo não pode ser feito porque é feio, é necessário apresentar para a criança um padrão do que é correto e estimulá-la a usar esse padrão.

Esses dias estava refletindo que ao viver aprendemos diversas lições, mas colocar em prática o que aprendemos depende apenas de nós mesmos. Sendo assim, não basta dizer “Não” o tempo todo para a criança, é importante parar para conversar, ouvir o que ela tem a dizer, mostrar como deve ser feito. Ah mas é cansativo! Muitos pais podem pensar assim, mas é exatamente isso, ser pai e ser mãe de certa forma “cansa”, mas é um cansaço que vale a pena, principalmente quando esses pais olharem para seus filhos adultos e sentirem orgulho da pessoa na qual se transformaram.

É importante mostrar para a criança que ela pode mudar, pode agir de maneira diferente, é fundamental interagir com perguntas simples que fazem a diferença: Filho (a) como foi seu dia? O que fez de diferente? Brincou com seus amigos? O que comeu? Dar atenção e procurar aconselhar em todo tempo é fundamental.

A infância é exatamente isso, é errar, é enfiar o dedo no nariz e achar que é o certo, é se sujar de areia, é comer com a mão, é falar sem permissão, é berrar, é pular, é agir abruptamente com má educação. A infância é livre, o papel dos pais é impor á criança um caminho a seguir, é nortear, é mostrar o que pode e não ser feito, e mais do que isso, é fazer a criança entender o porquê do que pode ou não ser feito. Educar é complexo, mas vale a pena.

Fonte: Daiana Barasa – Jornalista do Grupo Sare Drogarias

site: www.saredrogarias.com.br