Diarreia em recém-nascido

Redação: Le pera/ Cia Materna

Reprodução - Imagem Google

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Nos primeiros dias de vida do recém-nascido, as mamães de primeira viagem vivem eternos dilemas sobre os hábitos intestinais de seus filhos. Caracteristicamente líquido e frequente, as fezes dos bebês são mais difíceis de diferenciar de uma diarreia. “Nesse período as fezes são amolecidas ou liquidas e geralmente com elevada frequência, mas os sinais de alerta são aumento súbito da frequência média de eliminações, presença de sangue, muco ou grande quantidade de água”, sinaliza a médica neonatologista do Amparo Maternal, Renata Carolina Garcia Lamano. Nesses casos, a recomendação da especialista, principalmente em crianças menores que 2 meses, é de procurar imediatamente o médico. “O principal risco da diarreia é a desidratação e por isso na suspeita da doença o bebê deve continuar a ser amamentado ao seio materno a livre demanda”, alerta.

Além disso, a médica lembra que a amamentação exclusiva no seio materno até o sexto mês de vida diminui o risco de diarreia e também a gravidade da mesma. “A literatura aponta que crianças não amamentadas têm um risco três vezes maior de desidratarem e de morrerem por diarreia quando comparadas com as amamentadas”, diz.

Logo após o nascimento, o bebê começará a eliminar as primeiras fezes conhecidas como mecônio. Essa substância espessa, de coloração variando de verde escura a preta está no intestino do bebê antes do nascimento. Após a total eliminação do mecônio as fezes terão um aspecto amarelo esverdeado.

Quando o recém-nascido é amamentado ao seio materno as fezes passam por uma fase de transição. A coloração das fezes modifica-se até atingir por volta do 4º ou 5º dia cor amarelo mostarda ou castanho esverdeada podendo conter grumos (pequenos coágulos de leite). “A consistência das evacuações é mole variando de liquida a pastosa”, conta.

A frequência das evacuações também varia muito podendo ocorrer entre 8  a 10 eliminações diárias (geralmente após as mamadas) ou 1 evacuação a cada 5 a 7 dias. “Como o leite materno é muito absorvido, deixa poucos resíduos sólidos, sendo assim a criança pode fazer grandes intervalos entre as evacuações, desde que as fezes sejam amolecidas e a criança não se sinta incomodada ou com dor não há problema nessa situação”, explica a médica.

Variações ocasionais na cor e consistência podem ocorrer dependendo do processo digestivo do bebê e alimentos ingeridos pela mãe. “Fezes secas ou endurecidas podem ser sinal de que a criança não está recebendo liquido suficiente”, alerta Renata.

Recém-nascidos alimentados com fórmula artificial podem apresentar fezes mais escuras ou amareladas e com consistência mais firme. “É mais comum também a presença de constipação com esse tipo de alimentação”, conclui a neonatologista.

Sobre o Amparo Maternal

Há 73 anos, o Amparo Maternal é uma maternidade filantrópica que atua com Saúde e Assistência Social, atendendo exclusivamente aos sistemas públicos na cidade de São Paulo. O complexo hospitalar disponibiliza atendimentos de urgência obstétrica, serviços ambulatoriais, internação e Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e o Centro de Acolhida assiste às gestantes, mães e bebês em situação de vulnerabilidade e risco social.

Considerado como uma das maiores maternidades da América Latina, o Amparo Maternal conta com mais de 400 colaboradores e 100 voluntários que contribuem para a realização de cerca de 7 (sete) mil partos anuais, dos quais 80% são normais.

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