Inverno: estação de cuidados com a asma

OMS afirma que de 100 a 150 milhões de pessoas sofrem de asma em no mundo

Reprodução - Foto Google

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As frequentes mudanças climáticas atingem em cheio um grupo específico de pessoas sensíveis às temperaturas mais baixas: os asmáticos. É nesse período do ano que o frio, somado ao ar seco e ao aumento da poluição, desencadeia as crises respiratórias. O resultado é um aumento de 30% a 40% dos atendimentos de emergência em hospitais e clínicas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), de 100 a 150 milhões de pessoas sofrem de asma no mundo.

Caracterizada por uma inflamação crônica das vias aéreas, a asma causa estreitamento reversível dessas vias, que leva à limitação da passagem do ar. A doença atinge pessoas de todas as faixas etárias. “A asma não é contagiosa, mas uma doença de característica genética com base alérgica e alguma tendência familiar. Além dos fatores desencadeantes conhecidos, como o frio e a poeira, há casos de propensão por conta de pelos de animas como o gato, fumaça de cigarro, cheiros fortes e objetos que acumulam pó, caso de cortinas e tapetes”, afirma Rafael Munerato, clínico geral do Bronstein Medicina Diagnóstica.

É preciso ficar atento, pois, se não for tratada de maneira adequada, a asma pode levar à morte. No mundo, estima-se que a doença seja responsável por 250 mil mortes anuais. No Brasil, essa taxa é de aproximadamente 2 mil por ano. “Apesar de não ter cura, quando o paciente é acompanhado por um especialista, o controle da doença pode ser alcançado com o desaparecimento dos sintomas por meses ou até anos”, comenta o médico.

Nesta época do ano, há um aumento nos índices de crise de asma por conta de as pessoas permanecerem mais tempo em ambientes fechados, o que aumenta a exposição delas aos fatores desencadeantes. Os sintomas variam muito e podem ser de leves a graves; os principais são tosse – na maioria das vezes seca – falta de ar, chiado no peito e opressão torácica.

Rafael Munerato lembra que uma pessoa que tenha tosse frequente, cansaço ou falta de ar deve procurar um médico. O tratamento da asma é focado em controle ambiental, terapia farmacológica e imunoterapia, a ser indicada pelo médico de acordo com o quadro clínico do paciente. A pessoa com asma deve evitar contato com os fatores já sabidamente capazes de desencadear a doença. Para muitos pacientes, a medicação deve ser administrada diariamente, com a finalidade de controlar os sintomas, melhorar a função pulmonar e prevenir crises.

Asma infantil

O Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia criou cinco tópicos sobre asma infantil, nos quais pais e médicos devem estar sempre de olho. Segundo o médico, os tópicos a seguir auxiliam muito os pais no diagnóstico da doença e são de grande valia na hora da consulta médica.

1. A asma faz a criança evitar a prática de esportes ou de outros exercícios?

2. O pequeno vem faltando com frequência à aula?

3. Quando o jovem sai de casa ou entra nela, os sinais tendem a piorar?

4. A criança se sente triste ou diferente de seus amigos?

5. A asma e seus sintomas parecem ter desaparecido?

Fonte: Dr. Rafael Munerato, clínico geral do Bronstein Medicina Diagnóstica.

site: www.bronstein.com.br