Queda de Cabelo na Gestação e no Pós Parto

É comum os cabelos se modificarem durante a gravidez, especialmente pelas alterações hormonais fisiológicas (ou seja, que não significam qualquer tipo de problema ou doença) que ocorrem durante a gestação, com o aumento de hormônios femininos, o que ocorre é um efeito protetor contra a queda de cabelos, ou seja, durante a gestação quase não há queda de cabelos. Por isso, a maior parte das gestantes tem a impressão de que os cabelos estão mais fortes e viçosos durante a gestação.

Foto Reprodução - Imagem Google

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O que ocorre no pós-parto, durante a amamentação, é que os fios que não caiam durante a gestação, pelo stress do parto, que o corpo entende como se fosse uma cirurgia ou uma febre alta, acabam caindo entre 3 a até 6 meses após o parto. Na mulheres que não tem nenhum problema de queda ou calvície, esse processo é auto-limitado, ou seja, termina espontaneamente após semanas a meses. Ao procurar o médico dermatologista, será realizado o exame clínico do couro cabeludo, bem como avaliação com exames de sangue para investigar causas de queda de cabelos, com ênfase na avaliação nutricional, para o diagnóstico de deficiências como vitaminas, oligoelementos, ferro e proteínas, que podem ocorrer nessa fase. E volta-se a ter a mesma quantidade de cabelos de anteriormente ao parto.

Entretanto, nas mulheres com tendência a Perda Capilar Padrão Feminino (Calvície Feminina), acaba caindo mais cabelo do que o normal, e pode ocorrer piora ou agravamento da queda de cabelos nesses casos. É frequente nesses casos a queixa de diminuição de volume de cabelos. As mulheres que já realizam tratamento contra a perda capilar devem interromper alguns tratamentos via oral – os anti-androgênicos – pelo risco de má-formação fetal. O uso de algumas loções de tratamento anti-queda também é proscrito, enquanto algumas loções são permitidas mesmo durante a gestação. O uso de LED – o laser capilar  – é permitido mesmo durante a gestação. Após o parto, pode-se iniciar o uso de loções com princípios de controle de oleosidade e anti-queda, além do Laser de baixa potência capilar. O uso de xampus adequados auxilia ainda no processo nos casos indicados. Através da avaliação de dosagem de oligoelementos, vitaminas, proteínas e ferro, deve-se realizar reposição nos casos indicados.

Após a interrupção da amamentação, para as mulheres com tendência a perda capilar, já pode ser iniciado o uso de medicamentos que evitam que os cabelos afinem, ou seja, os anti-andrógenos. As mulheres que têm predisposição para a calvície podem notar  evolução do processo, ou seja, aceleração da perda capilar e redução do volume capilar que persistem mesmo após os 6 meses após o parto. Ou seja, o eflúvio (perda de cabelos transitória) após o parto pode funcionar como “gatilho” para precipitar a calvície feminina nas mulheres com essa tendência genética. Há necessidade de cautela e manutenção do tratamento a longo prazo, para evitar que ocorra a perda capilar, que sem tratamento adequado, evolui de maneira lenta e progressiva, geralmente. Estima-se que mais de 85% das mulheres, em maior ou menor grau, sofre de eflúvio pós-parto, mas se trata de processo auto-limitado, ou seja, não há o risco de se ficar careca somente por conta desse tipo de queda de cabelos.

Fonte: Dra. Inaê Cavalcanti Marcondes Machado – Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina da USP; Especialização em Dermatologia com residência médica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP; Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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